segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Algumas notas de um Observador

'sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará.'

Amigo, não importa se você está terminando um relacionamento, começando ou nem tem um relacionamento. O essencial é que saiba o que você deseja desse relacionamento, se você deseja um relacionamento.

A tese inicial advém do empirismo quase categórico das relações que se prolongam ou iniciam por questões de ordem externas que não ao coração. Por exemplo, "ah, Andrey, todos os meus amigos estão namorando" ou, talvez pior, "ah, estou cansado de ficar sozinho". Acredito que o sustentáculo de uma relação é a ADMIRAÇÃO.
Admirar no sentido de achar a pessoa incrível, nem sempre a paixão, tesão ou qualquer coisa são essenciais para a durabilidade, sem trocadilhos, de um relacionamento. Contudo, Admiração é fundamental. Aquela coisa de você desejar a companhia da pessoa, de saber que passará bons tempos ao lado dessa pessoa. Enfim, pequena nota.

Outra pequena nota é: despreocupem-se com futuro. Construam boas bases no hoje! Afinal, quem costuma suar muito na paz, sangra bem menos na guerra, dizem os fuzileiros.

Percam a preguiça de revolução e rompam com as manias de mal-dizer. Se cada um fizer a sua parte sem criticar o edifício ao lado, todos saem ganhando. Pare e pense.



Apaixonem-se. Trabalhem como se Deus nada fizesse e confiem como se Deus fizesse tudo.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A canção tocou...

" A Canção tocou na hora errada. E eu que sabia tudo, mas se é você...eu não sei nada"

Quando eu ouvi a canção, era madrugada. E seguindo a primeira música, até senti tua mão. Concordo que a sensação foi a mesma dos últimos tempos, você me cai bem como uma luva.

Ontem, a canção tocou na hora certa. Eu desejei tanto te ver, tanto que você estivesse lá. Porém, como eles cantaram: "São Jorge, por favor, me empresta o dragão. Mais fácil aprender japonês em braile" do que te encontrar e fazer tudo que me tem batido vontade. Um abraço longo, apertado, de uma saudade de outras vidas.
Você se fez presente nas guitarras, no baixo, nas vozes. " Pára e repara, olha como ela brilha,olha que maravilha". E no MEDLEY das nossas primeiras músicas: Eu insisti e eles misturaram 'Quase Nada" com "Tarde Vazia".

Loucura total.Loucura, eu pensei. Tentei te enviar uma mensagem, gravar, qualquer coisa que tentasse materializar a tua presença-ausência. Porém, o celular acabou a bateria. Depois, a cerveja. Depois, a noite.

E eu voltei lembrando da semana: "você me ligou naquela tarde vazia e me valeu o dia".
Voltei lembrando da vida: " De vocêeee....sei quase nada....quase nadaaaa...."

Espero que dia 19, você possa estar lá, fisicamente. Afinal, "Eu sei! É um doce te amar, o amargo é querer-te pra mim". ;D

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ps 1:  Na toada de Los Hermanos, Marcelo Camelo: "Eu quis te conhecer, mas chega de insistir. Caberá ao nosso amor, o que há de vir".

ps 2: O ps 3 do Caio. Se Deus quiser, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo vai dar certo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Guardo para te dar, as Cartas que eu não mando


Fala Cara, como andam tuas coisas?

Por aqui, tudo ótimo, agora.  Me reconstruindo.
Eita. Pessoal demais esse início? Devo recomeçar? R, tu não sabe como me doeu, àquela época, ter colocado nossa amizade em jogo por conta da vida de outra pessoa. Você sabe, a outra parte nesse processo chamado vida, queria desistir do jogo. Você, criança que era, não dava o mínimo de suporte, R.
Não, não vou dizer que a culpa dos meus erros  são tua. Olha, mas eu quero que você saiba que eu faria praticamente tudo igual. Ela não era, em definitivo, alguém realmente pra você. Nem pra mim. Peço trilhões de desculpas por ter me envolvido ao ponto de ter acabado com o lance de vocês e, para prejuízo maior, com a nossa amizade. Contudo, aquela mulher, que na verdade, era muito menina, era extremamente frágil, precisava de alguém para brigar por ela e com ela. Eu tive que escolher, cara. Quando alguém na eminência de morte te pede ajuda, as outras coisas passam a ser suspensas. Exagerei na ajuda, sem dúvida. Eu não precisava ter tomado aquele porre de caipirinha e vodka com ela e ter acabado dando afeto a mais pra ela, ela não precisava, nem eu, nem tu, cara. 

R, meu velho, não estou te pedindo desculpas. Apenas estou expurgando o resto de culpa e justificando atos, justificando e não explicando, veja bem. Como nas outras cartas que escrevi e não mandei, essa também vai me dando alívio quando revivo as coisas. Hoje, um ano após, entendo que fui forte ao ficar junto do lado mais fraco. Sofri e sofro as consequências. Eu espero ter, em algum momento de nossas vidas, a chance de redenção. Por hoje, saiba R, que sinto falta, sim, do nosso grupo de amigos.  Entretanto, não sei até que ponto confio neles. É muita informação e um egocentrismo canibal, R. Acabei me afastando, encontrei gente mais fina, elegante e sincera. Que tem a coragem de afirmar e reafirmar suas próprias verdades. Gente, R, que me ensinou que não tem mal nenhum em ser, ao mesmo tempo, Santo e diabo, R. Gente que erra com uma força espetacular, mas erra bonito, sabe? Porque erra com vontade de acertar. Assim eu acabei errando com você, mas pra tentar salvar a moça.

Ela, você deve saber, está muito bem, hoje. Voltou a estudar, prepara-se para a faculdade e etc. Continuamos amigos, mas confesso que minha amizade com ela não foi mais a mesma. Ainda que vocês estivessem dado aquele tempo, eu não deveria mesmo ter ultrapassado o limite. Mas R, sem querer me justificar, por aquela ato em si, não foi fácil, cara. Não mesmo.

Espero, de todo coração, que você nunca passe por tudo isso. É muita loucura você sentir-se responsável pela vida de alguém. Só queria dizer que tuas fases me fazem falta, assim como tuas frases. Sempre calado, deixando que eu, G, J e LG falássemos e depois, tu, com uma rapidez gigante de raciocínio, chegava e declarava algo que nos fazia ficar pasmos. Me pego sorrindo, R. Sorrindo porque valeu a pena! Dizem que é isso que importa: no fim de uma era, dizer que valeu a pena.
A nossa valeu! Tem aqui alguém que não tem mais pretensão de desculpas e reatar amizade, claro. Mas tem alguém que torce por você, com sinceridade. Está bem servido de amigos. Eu, idem.

Felicidades, meu caro, R. Aproveite a vida! Ela anda muito bonita, apesar dos dragões radioativos, que como tu bem saberá, como eu, não passam de moinhos de vento. Que servem e servirão, quem sabe, para mudar nossas rotas e traça-las conjuntamente ou perpendicularmente, que seja. 

Enfim, um aperto de mão e um olhar nos olhos, para dizer: o mundo é de quem arrisca.

"Guardo para te dar/
As cartas que eu não mando/
Conto por contar/
E deixo em algum canto"
(Leoni)





terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sobre paz


Olho a tela branca. Olho processos. Olho a sala cheia com mais um (bom) estagiário para ajudar a gente aqui.

Olho pra tela branca. Converso amenidades com o pessoal. Fundamento a ação.
Sorrio, bobo, olhando pra foto que consegui gravar tua no meu celular. Sorrio mais bobo, me achando bobo. Cantarolo Rodrigo Amarante: "Eu descobri um mundo teu e ele é manso/Sem perceber tive paz e só me dei conta". E só me dei conta quando comecei a olhar pra tela, pra foto, cantando sozinho e te liguei.

Embora a notícia recebida de ti não tenha sido tão boa [espero que tudo fique bem e rápido ;D], foi muito bom te ouvir. Me traz paz, realmente. Paz. Palavra que gostava e passei a amar. Talvez tudo que eu esteja começando a viver, de alguma forma, começou por essa palavra (teu post, meu sonho) e esteja desaguando nesse estado de espírito que, venha o que vier, tem sido excelente.
Paz por todos os lados, nessa angústia que é esperar pra te encontrar.

"..... canta para mim, qualquer coisa assim sobre você. Que explique a minha Paz, tristeza nunca mais..."

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Bela flor ou Garota do Vestido Verde ou Poesia

"Penso em você principalmente como a minha possibilidade de paz —
a única que pintou até agora,“nesta minha vida de retinas fatigadas”.
E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito". (Caio F.)




Escrevo nesse caderno, como quem conversa consigo mesmo para poder entender. Entender-se. Escrevo como alguém que não sabe se pensa no real, virtual, abstrato ou tudo isso junto. Alguém que começou a cantar Los Hermanos com uma força e fé, afinal: "um dia a mais é um a menos pro encontro acontecer".

Sonhei contigo. Coisa rápida. Estava num show de Zeca Baleiro, tocou "Quase nada". "De você, sei quase nada. Para onde vai ou porquê veio. Nem mesmo sei qual é a parte da tua estrada, no meu caminho. Será um atalho? Ou um desvio? Um rio raso?Um passo em falso? Um prato fundo para toda a fome que há no mundo?!". Eu quis te ligar. Te liguei, mas estranho...eu nem tenho seu número!


Mas, menina, eu escrevo nesse caderno, em meio a uma tarde de Janeiro, quando eu deveria fazer uma peça para um processo. Contudo, o único processo que tem me interessado é o nosso. O processo de conhecimento em si mesmo. Cada palavra tua, cada depoimento, cada foto, cada citação de Caio Fernando, cada segundo torna esse verão de 35 graus lá fora, primavera iniciando com vento e folhas voando entende? Serenidade. Isso, você já me trouxe. Uma possibilidade, enfim, de paz.

Eu não entendo bem esse processo. Não entendo, porque parece que te conheço de outras vidas, mas a gente mal se reconheceu nessa. Eu não entendo, também, o motivo de eu já estar prestes a escrever a segunda página sobre você. Eu não entendo...quando vejo o teu sorriso, quando vejo esse seu sorriso LINDO, de um jeito que, juro..eu não entendo como é que pode uma menina me fazer tremer por ver que um novo depoimento está ali pronto a ser lido.

Olha, leio Caio Fernando e me bate uma saudade, realmente, irracional de você. Lembra, aquele "nosso" trecho? "Vimos uma margarida e nem sequer era primavera e disseste que margarida era amarelo e branco e eu disse que branco era paz e disseste que amarelo era desespero e dissemos quase juntos que margarida era então desespero cercado de paz por todos os lados". Exato, pode até haver desespero, mas eu sinto que nessa nova fase da minha vida, com você do lado, de alguma forma, existirá também paz por todos os lados.

Tempo certo. Olhar de quem sabe que o tempo certo chegou. Essas tuas frases fazem eco por aqui. Concordo, do jeito que for. Mas quero te encontrar logo, logo.

Toca, no rádio, Maria Gadú. Acho que tu gosta. Já te vi citar algumas vezes no teu blog, que ando lendo todo. Lembro de você, bela Flor. "Que dance a linda flor girando por aí / Sonhando com amor sem dor, amor de flor / Querendo a flor que é, no sonho a flor que vem / Ser duplamente flor, encanta ,colore e faz bem".

Começo a brincar com teu nome. Primeiro teu sobrenome - Nogueira - me lembra samba. Diogo e João Nogueira. E samba, como tu bem sabes, me cai bem. Me deixa bem. Como você me deixa. E teu primeiro nome é algo pra se brincar de verbetes. Rayssa. Rays, raiz. Pra fixar bem e não ir embora mais. Sa, sabedoria, sapiência. Com esse teu jeito de quem sabe das coisas, mas não faz questão de esbanjar nada, de esnobar ninguém. Ray e completo o "o". Rayo, raio. Força e beleza juntos. Capaz de causar destruição nos corações distraídos ;D ou iluminar os caminhos quando tudo parece sem jeito, escuro. Você brilha. Ray. Raynha. Com "Y" mesmo; até porque, com certeza, é diferente das outras.

Paro por aqui, guardo estas páginas. Dia desses te entrego. 


 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Apenas mais uma de amor


De volta àquele Bar que iria com os amigos. Ele, de volta à capirinha e aos amigos. Ele, de volta à capirinha, aos amigos e aos DVDS antes do samba. Ele, de volta.

Confessou aos amigos que encontrara a tal possibilidade de paz. Uma mulher meiga, estudiosa, inteligente, que transita entre as besteiras e as filosofias de vida com a mesma desenvoltura. Encontrou alguém que também gosta de Caio F; entende as citações, as excitações e - por quê não? - pode ser para a vida.

Em meios aos amigos e às caipirinhas e cervejas, vieram os conselhos. Dos amigos para ele, dele para os amigos. Mas é que ela...ela...é..tão...mais que linda. Ela era tensa, confusa, bem-humorada. Um pouco desmedida e Rainha.

Ele que não acredita tanto em coincidências. Tenta sempre entender os motivos dos encontros. Sempre buscando uma motivação cósmica, como diz o velho samba "Deus é um cara gozador, adora brincadeira". No que tange ao coração dele, Deus tem um almanaque de piadas. Será que agora é a hora dele olhar pra câmera cósmica e receber aplausos e um "sim"?

Brindam, novamente, "aos encontros".

De repente, toca Lulu Santos. Ele e os amigos, que também estão em busca da "amada", como costumam dizer, cantarolam juntos ao som do DVD:

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer (mas isso vai doer)
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber. 

E é.





terça-feira, 26 de janeiro de 2010

aVAL

 Eu sou
O que não sou: peias e amarras
Da civilização.

 Eu sou
“Eu” Censurado,
Amordaçado,  por milhões de mãos.

Eu sou rio subterrâneo
Que desviaram  de curso
[...] Eu sou cérebro
Mais que coração.
Eu sou mentira  mais que verdade.

Eu sou tristeza  mais que alegria.
No dia da tristeza.

Eu sou paradoxo:  sou e não “sou”. (DENÓFRIO, 1980, p.14)


A "Val", uma dessas grandes mulheres, que trazem experiências dessas pra vida da gente... ;D