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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Se deixa...eu me deixo.

O dia amanheceu chovendo e a saudade me contêm
O céu já tá estrelado e tá cansado de zelar pelo meu bem


Acordou com essa chuva de meio-outubro com algum cheiro de um setembro doce, quando ela apareceu. Ou simplesmente se mostrou. Conviviam há meses, mas não se enxergavam. Ele enxergava. Ela avistava palavras diferentes. "Amor", foi o que ele pensou. 'Confiança", foi o que ela guardou.

Os dias estão passando, a proximidade aumentando. Não há nada racional que convença da união dos dois, pero nada afirma o contrário. Dúvida no caminho, pagamento pela pureza. Ela saindo de machucados relativamente recentes; ele com uma vontade enorme de dar um beijo para sarar.

Ela bebendo e fumando para esquecer. Ele lembrando dela para inspirar.
A torcida é para que as coisas encaminhem para um passo mais concreto, esse mundo tem a mania chata de desviar rotas de uma hora para a outra, ou será acerto?

Amor eu gosto tanto, eu amo, amo tanto o seu olhar
Andei por esse mundo louco, doido, solto com sede de amar
Igual a um beija-flor, que beija-flor,
De flor em flor eu quis beijar
Por isso não demora que a história passa e pode me levar 
 
 
 
* as partes em itálico são da música "Outro lugar", cantanda divinamente por Milton Nascimento.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

De Perto

Autocontrole. Foco. Olha, o sinal abriu. É que quando você fala, as buzinas cessam e o motor também quer ficar parado, sem trabalhar, ouvindo a voz. A sua. É autocontrole novamente, te deixo e vou.
Relances de algo que vou procurar evitar, por sobrevivência. Sei bem como termina e a jurisprudência está mais que consolidada. É para manter as mesmas palavras: foco, autocontrole, não posso largar mão disso agora. Posso?

É esse meu jeito para ser carente profissional. Advogo por tanta gente e tanta causa perdida, que quando te encontro as coisas ainda fazem algum sentido. Uma grande amiga e professora dizia que eu não resistia a uma boa conversa e um sorriso torto. Ando resistindo, insistindo nisso, porque eu sei das consequências. O problema todo é diagnosticado, como que por ironia e gozação do destino, por uma banda que vem logo para cá. Os paralamas soltam agora, quando você está sorrindo para mim: "não sei viver só e sem sonhar,sem fé,sem ter alguém. Faz tempo que eu te espero e que te quero bem". Tempo que eu consegui manter as mesmas palavras de antes: autocontrole, foco, resistência.

Mas como carente profissional suicida, eu quero te ver de perto. Nem que seja numa canção ou no coração. Embora seja certo que é um certo querer, um querer-bem que não consegue ultrapassar o "mas". O mais das vezes é isso, não ter controle no querer e mais uma vez, prometendo ser a última, esquecer as mesmas palavras: foco, autocontrole e o que mesmo?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Apenas mais uma de amor


De volta àquele Bar que iria com os amigos. Ele, de volta à capirinha e aos amigos. Ele, de volta à capirinha, aos amigos e aos DVDS antes do samba. Ele, de volta.

Confessou aos amigos que encontrara a tal possibilidade de paz. Uma mulher meiga, estudiosa, inteligente, que transita entre as besteiras e as filosofias de vida com a mesma desenvoltura. Encontrou alguém que também gosta de Caio F; entende as citações, as excitações e - por quê não? - pode ser para a vida.

Em meios aos amigos e às caipirinhas e cervejas, vieram os conselhos. Dos amigos para ele, dele para os amigos. Mas é que ela...ela...é..tão...mais que linda. Ela era tensa, confusa, bem-humorada. Um pouco desmedida e Rainha.

Ele que não acredita tanto em coincidências. Tenta sempre entender os motivos dos encontros. Sempre buscando uma motivação cósmica, como diz o velho samba "Deus é um cara gozador, adora brincadeira". No que tange ao coração dele, Deus tem um almanaque de piadas. Será que agora é a hora dele olhar pra câmera cósmica e receber aplausos e um "sim"?

Brindam, novamente, "aos encontros".

De repente, toca Lulu Santos. Ele e os amigos, que também estão em busca da "amada", como costumam dizer, cantarolam juntos ao som do DVD:

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer (mas isso vai doer)
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber. 

E é.