terça-feira, 19 de outubro de 2010

Se deixa...eu me deixo.

O dia amanheceu chovendo e a saudade me contêm
O céu já tá estrelado e tá cansado de zelar pelo meu bem


Acordou com essa chuva de meio-outubro com algum cheiro de um setembro doce, quando ela apareceu. Ou simplesmente se mostrou. Conviviam há meses, mas não se enxergavam. Ele enxergava. Ela avistava palavras diferentes. "Amor", foi o que ele pensou. 'Confiança", foi o que ela guardou.

Os dias estão passando, a proximidade aumentando. Não há nada racional que convença da união dos dois, pero nada afirma o contrário. Dúvida no caminho, pagamento pela pureza. Ela saindo de machucados relativamente recentes; ele com uma vontade enorme de dar um beijo para sarar.

Ela bebendo e fumando para esquecer. Ele lembrando dela para inspirar.
A torcida é para que as coisas encaminhem para um passo mais concreto, esse mundo tem a mania chata de desviar rotas de uma hora para a outra, ou será acerto?

Amor eu gosto tanto, eu amo, amo tanto o seu olhar
Andei por esse mundo louco, doido, solto com sede de amar
Igual a um beija-flor, que beija-flor,
De flor em flor eu quis beijar
Por isso não demora que a história passa e pode me levar 
 
 
 
* as partes em itálico são da música "Outro lugar", cantanda divinamente por Milton Nascimento.

3 comentários:

  1. Esse amor de poesia beliscando a alma vem depressa e quer agora. Deixa que aconteça.
    Sempre existe o depois. E o amor é pra já!!




    beijo

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  2. Ah, torço pelos dois, ainda mais com essa trilha sonora tão encantadora!!

    PS: Lógico que podes catar palavras minhas quando quiser, não é preciso nem pedir!

    Beijos!

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  3. Ai, que texto lindo, Andrey!

    Sorte!

    Bjos

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