quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Não amo ninguém

“Se todo alguém que ama
Ama pra ser correspondido
Se todo alguém que eu amo
É como amar a lua inacessível
É que eu não amo ninguém
Não amo ninguém
Eu não amo ninguém, parece incrível
Não amo ninguém
E é só amor que eu respiro”
[Não amo ninguém - Cazuza]



Respira amor. Inspira dor, muitas vezes, inspirado expira amor de volta.
Tem sido a rotina. O menino que virou Homem não quer mais saber de tempo a perder, com alguém que quer mal-me-quer. Ele decidiu que não será mais por elas, mas por ele.
Abandonou a causa, partiu para um mundo, um caminho que trará a recompensa, a paz e a calma que ele merece. Aposta nos caminhos. Cansado ainda está da lua inacessível, de procurar e não encontrar; de achar que viver o amor não é para seu bico . Cansado de mandar o coração descansar. 
Ele quer, realmente, respirar amor da cabeça aos pés.
"Aos encontros", ele brinda. Respira amor, quer amar.

Mas, hoje, ele não ama ninguém. "Apenas" a si próprio, com redundância e todo amor que houver nessa vida.





segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Significados


Esperança.

Espera ansiosa.



de você, sei quase nadaaaaaaa...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença

 Moça, eu vou escrever pra você!

Veja só o que eu te escrevi: Lembra que você uma vez, ironicamente, me enviou essa parte da música dos Los Hermanos " É preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê" ? Tu quis me dizer que eu não era teu caminho, o que concordo, hoje. Porque, realmente, o caminho é vida. A parceria é Caminhante que pode nos fazer mudar a rota ou aceitar as topagens da estrada com a gente. Porém, o que mais me doeu foi que você não sonhava comigo, caminhante ao teu lado. Você disse que era mais forte, por isso iria. Pode ser.

Te reencontrei, faz alguns dias, naquele café da esquina. Te vi destruída, moça. O que aconteceu? Cadê a tua mocidade? 26 anos, tão pouco. Sei que teus 20 anos estão quase over. Os meus iniciam agora. Me encontrei, entende? No curso, profissão, anseios, desejos e até ouso dizer que achei uma boa companhia pra essa vida, embora ela não saiba. E talvez nem eu.

Ah, quero acrescentar que você não me doeu nada. Estranho. Antigamente, eu quereria levantar teu astral, mudar tua lua e ascendente, carregar o mundo, me fazer muletas. Hoje, eu passo e digo até mais. Isso, totalmente diferente. Indiferente. Os poetas estão certos, moça: "O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola (...) o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença." Podíamos escrever sobre indiferença... ou fingir indiferente. Anda de mãos dadas com nossos sentimentos...".


O mais é absolutamente nada. Leve com você boas vibrações, meu bem. Meu bem, isso mesmo. Foste meu bem, ainda o é. Porque teu desamor me ajudou a ficar mais forte e saber valorizar aquela e aqueles que me acompanham, hoje. Para mim, são as melhores pessoas do mundo. Porque, sabe, quero te dizer uma coisa que tu conheces bem: " É preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê".

Quero que saiba: se precisar, pode me chamar. Não te quero mal, apenas não mais, entende?

Ah, queira ser feliz. Axé e benção. A gente precisa da força extra. Muda a estrada. Sorte e seja Forte.


p.s.: Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis. E amanhã tem sol.


 postagem coletiva...honrado, sempre, por participar

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Se fosse estórias e contos..

Eu seria um Príncipe.

Mas já aviso: Não tem cavalo, não tem espada, não tem absolutamente nada. Mas olho primeiro para os olhos ao invés do vestido e dos sapatos.

(E talvez seja por isso que é tão dificil encontrar a princesa)

Como diz o Caio Fernando Abreu: mas é que tenho me sentido um bom lugar!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Do cansaço

"Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis."

O Caio me dá a razão. Incrível como rodo, procuro, acho que encontro, escapo.

O tempo há de ajudar, enquanto isso: um sorriso, um band-aid no coração e tudo bem; ou então: o que se há de fazer?


 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Capinejar me dava a razão...

'Amor para mim é doideira, descontrole, soluço de árvore na estrada. Andar de cadarços desamarrados, levar os ciscos e as ervas para a casa. Arrastar as folhas e o solo. Varrer a rua em direção à casa, em movimento inverso. Sujar a casa de mundo, de premência.
Invejo quem programa seu casamento com antecedência, com dois ou três anos de noivado. Nunca fui assim, de fazer maquete, de brincar de casa de boneca, de planejar cada passo. ...
Invejo quem só casa após segurança financeira. Amor nunca me concedeu segurança.
Invejo quem condiciona o enlace a uma lua-de-mel no exterior.
Que seja na saúde e na doença de cara, na alegria e na tristeza de cara.
Relâmpago não é tão bonito sem chuva. Relâmpago sem chuva pede esmola. Quero a chuva junto do clarão, o marulhar das calhas, a água nas escadas das telhas.
Sou do amor fulminante, como um enfarte. Perder a razão. Casar na hora, em dias, esquecer que não era possível, esquecer as dificuldades, esquecer os entraves e pormenores. Não dar tempo para criar problemas. Não dar tempo para ponderar com opiniões dos próximos. Não aceitar conselhos de ressaca, decidir ébrio e arrepender-se amando. Ultrapassar-se.
Não sei como montei minha casa. Amor junta os pertences, não reclama. Faz funcionar o que não existe. Deixo a demora para Deus, sou mesmo apressado em mim para ser lento no corpo dela.
Invejo quem faz lista de presentes em lojas e recebe metade da casa mobiliada depois da aliança na mão esquerda. A aliança nem conheceu minha mão direita. Mal cumprimentou. Não recebi nada que está em casa, não tive poupança, fundos de investimento. Recebo os amigos. Sobrevivi, pois precisava. Não há desculpa para sobreviver.
Invejo quem premedita o casamento, conhece os pais dela devagarinho, faz as reivindicações antes do contrato, briga por teimosia e capricho pelo tom das paredes e marca dos ladrilhos. Que escolhe a cor do cachorro para combinar com o capacho.
Não consigo.
Caso para quebrar as regras, para me aproximar no ato, para não deixar o inferno dourar a pele. Entro no primeiro apartamento e fico. Os livros já são estantes. Ponho o colchão no chão e subo devagarinho com os meses.
Caso rápido porque nunca fui sozinho dentro de mim, porque a saliva é água potável, porque amor é urgência.
Ajeita-se a vida como pode. Um dia a menos não será depois um dia a mais. Caso em segredo, a dois. Beijo tem muito despudor para ter medo.
Não me exibo, caso. Não faço futuro, caso logo para fazer passado. ''

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Falar de amor não é amar, não é querer ninguém.

Na falta de inspiração, moça linda, acabei te escrevendo letras alheias mas que são tão minhas. Porque diz o autor, Rodrigo Amarante, que "a pressa não leva a coisas boas"! hehe. Realmente, esse tempo todo falando de amor, às vezes com pressa. Pressa inimiga da perfeição. Teremos o nosso tempo e poderá ser o eterno.

Por isso, o Amarante escreveu assim:

Eu descobri um mundo teu e ele é manso
Sem perceber tive paz e só me dei conta
Quando eu te vi e perguntei como é que vai você
- Tudo bem?


Falta entender, o que me faz pensar
Que só ela pode ter tanta paz pra me dar
Ninguém mais tem tanta paz
Eu te vi e cheguei pra falar
- Tudo certinho?


Quando eu te vi eu perguntei: como é que vai você?

Por isso, eu fico pensando: mas eu nem te conheço direito. Tenho um "quê" de admiração que vem de outras vidas, suponho. Admito: quero você nessa. Sei lá, ando sonhando contigo. Vai ver você veio como uma possibilidade de paz; a única que pintou até agora. Amor da cabeça aos pés, realmente.


Estranho isso. Porque, de fato, eu quero você. Entretanto, não falo necessariamente de amor. Sei que você chegou na hora exata.

Agora, me deixa te achar e te trazer pra cá?

É que eu cansei de ouvir e cantar Capital Inicial:

“Dias esquecidos
No verão que eu inventei
Eu sei que você vive
Das mentiras que eu acreditei.”

  

Quero fazer do teu sorriso um abrigo. Ver o por do sol, deitado nos teus braços castos, realmente numa casa que a gente pode pré-fabricar.


Agora, vem pra cá. Não deixe isso virar nada. Vem ser minha casa de veraneio. Vamos fazer nossa verdade.


Vamos fazer/ser amor da cabeça aos pés!
 
 

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